X Folkcom reuniu cerca de 200 participantes em Ponta Grossa

folkcom ponta grossaCom o tema “A comunicação dos migrantes: fluxos massivos, contra-fluxos populares”, a X Conferência Brasileira de Folkcomunicação, que aconteceu na Universidade Estadual de Ponta Grossa entre os dias 16 e 18 de agosto, contou com conferências, painéis temáticos, apresentação de trabalhos, prêmios e atividades culturais, reunindo cerca de 200 participantes.

Promovida pela Cátedra Unesco de Comunicação, Rede Folkcom, Departamento de Comunicação (Decom) da UEPG, Centro Acadêmico João do Rio e Mestrado em Ciências Sociais Aplicadas da UEPG, a conferência marcou os dez anos de trajetória da rede de pesquisadores em Folkcomunicação. Este percurso pela afirmação da folkcomunicação como campo de pesquisa foi observado na plenária realizada no dia 16 de agosto, em que os participantes fizeram uma avaliação qualitativa dos resultados conquistados na área.

Ver a galeria de fotos do congresso

As perspectivas teóricas da folkcomunicação, o legado de Luiz Beltrão e suas contribuições para o pensamento comunicacional foram abordados na conferência de abertura do evento, proferida pelo diretor-titular da Cátedra Unesco/Metodista de Comunicação e presidente de honra da Rede Folkcom, José Marques de Melo. O pesquisador discutiu o tema “Campo da Folkcomunicação e os diferentes olhares culturais” na noite do dia 16, no Cine Teatro Ópera, onde também aconteceram apresentações de grupos folclóricos paranaenses.

Os dias 17 e 18 de agosto foram dedicados, no período da manhã, para apresentações de pesquisadores em painéis sobre os temas “Expressões folkcomunicacionais nos grupos étnicos” e “Fluxos de imigração: resistências e rupturas na comunicação popular/massivo”.

No período da tarde, ocorreram as apresentações de trabalhos nos quatro grupos: GT 1 – Folkcomunicação: teoria e metodologia, coordenado pela professora Dra. Cristina Schmidt, GT 2 – Folkcomunicação: gêneros e formatos, sob a coordenação da professora Dra. Betania Maciel e do pesquisador Fábio Corniani, GT 3 – Folkcomunicação turística e religiosa, coordenado pela professora Ms. Jacqueline Dourado e GT 4 – Folkcomunicação midiática, coordenado pela professora Dra. Maria Cristina Gobbi. Ao todo, foram 35 trabalhos apresentados por pesquisadores provenientes de 10 diferentes estados do País, interessados em estudar a comunicação presente nas diversas expressões culturais populares a partir da perspectiva teórica da Folkcomunicação.

A X Conferência Brasileira de Folkcomunicação foi encerrada com a conferência da presidente da Rede Folkcom, professora Dra. Betania Maciel, que abordou o tema “Comunicação de massa e sincretismo cultural: estereótipos, tradições, modismos e identidades flutuantes”. A noite do dia 18 contou ainda com a apresentação da peça “O santo e a porca”, de Ariano Suassuna, encenada pelo grupo GRUTUN!, da Unibrasil, de Curitiba.

Durante os três dias do evento, os participantes acompanharam diversas atividades de caráter acadêmico e cultural relacionadas à folkcomunicação. Foram debates, apresentações de pesquisas, oficinas (folkmarketing, dança gaúcha, culinária mexicana, grafite, etc), passeios turísticos pela região, lançamentos de livros, prêmio de pesquisa em Folkcomunicação, concursos e apresentações culturais (como teatro, música, dança, mostra de fotos e vídeos, feira solidária, entre outras atrações).

Na avaliação do professor Dr. Sérgio Gadini, responsável pela organização da conferência, os resultados da Folkcom foram positivos. “Fizemos o possível para que a experiência deste ano fosse produtiva. É uma satisfação perceber que um evento como a Folkcom é capaz de motivar o interesse por estudos na área, em diferentes níveis”, observa.

A partir do trabalho realizado pelos pesquisadores que integram a Rede Folkcom, a conferência de 2007 representou um espaço de fortalecimento das pesquisas em folkcomunicação e, ao mesmo tempo, o desafio de ampliar o interesse por este campo de estudos, capaz de dialogar com diversos olhares sobre cultura e comunicação popular.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *