“Viagem pelo cordel nos braços do Brasil” é o título do livro-reportagem escrito pelos jornalistas Adriana Cattelani, Juliana Dias, Ricardo Ribeiro e Sarah Galvano Pagliai, ex-alunos da USCS – Universidade Municipal de São Caetano do Sul . O trabalho conquistou o prêmio de melhor livro-reportagem na Expocom Sudeste, evento acadêmico que reuniu representantes de diversas faculdades de comunicação, em maio, no Rio de Janeiro e concorreu ao prêmio nacional no congresso da I ntercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação), realizado em setembro, na cidade de Curitiba (PR).
Para compor as 112 páginas do livro sobre cordel, os jornalistas entrevistaram 35 autoridades no tema, entre eles o poeta e teatrólogo Ariano Suassuna; Gonçalo Ferreira, presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC); o músico Lenine; Sebastião Marinho, repentista e presidente da União dos Cordelistas e Aspologistas do Nordeste (UCRAN), entre outros.
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Histórico – O primeiro trabalho de cordel registrado no Brasil data de 1893. A literatura de cordel tem origem na Península Ibérica e foi trazida ao Brasil pelos colonizadores, expandindo-se pelo Nordeste e, gradativamente, adquirindo características locais. Os romances dos trovadores europeus, com cavaleiros, princesas e castelos, por exemplo, são substituídos por histórias de cangaceiros, fazendeiros e figuras religiosas.
“À medida que os nordestinos migram para as demais regiões do país, o cordel começa a se misturar com outras culturas regionais como o desafio do interior paulista, semelhante ao repente, mas com estrofes feitas em quadras, diferentemente da tradição nordestina, que possui textos feitos em sextilhas, sétimas ou décimos, com rimas perfeitas”, explicam os autores.
Os jornalistas que produziram o livro “Viagem pelo cordel nos braços do Brasil” (disponível para consulta no Campus I da USCS – av. Goiás, 3.400 – S.C. do Sul) acreditam que a experiência da produção do trabalho permitiu encontrar esse tipo de literatura em muitos lugares. “Depois de tantas pesquisas e entrevistas, começamos a identificar elementos da literatura de cordel em coisas do nosso cotidiano, que antes não dávamos atenção, como músicas que apreciamos, campanhas publicitárias, filmes e literatura de uma forma geral”, avaliam os pesquisadores da USCS.
Contato com os autores:
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Serviço:
Agência USCS de Divulgação Científica
Texto: Arquimedes Pessoni – Mtb 18781
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Blog: http://uscsciencia.blogspot.com/
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