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A Rede Folkcom -
Rede de Estudos e Pesquisas em
Folkcomunicação - é uma
organização não governamental que busca o
desenvolvimento de atividades ligadas à
Folkcomunicação. A Presidente da ONG, Betania Maciel,
em entrevista à Agência de Comunicação
Integrada do Departamento de Comunicação Social da
Universidade de Taubaté, conta um pouco sobre a
fundação e atuação da Rede, além
de comentar oFolkcom 2009, que será realizado em
novembro, em Taubaté.
Como surgiu a Rede Folkcom?
A idéia de se criar uma rede de
pesquisadores em folkcomunicação teve início
nas discussões durante o seminário internacional
sobre as identidades culturais latino-americanas em 1995, promovido
pela UMESP como evento preparatório da
fundação da Cátedra UNESCO de
Comunicação na Universidade Metodista de São
Paulo.
Qual a finalidade principal da
organização?
A Rede Folkcom é uma
organização não-governamental nacional de
pesquisa em comunicação, a finalidade é
promover discussões com pesquisadores, estudiosos,
professores, estudantes, para disseminar o resgate do pensamento
comunicacional de Luiz Beltrão, pioneiro das ciências
das comunicações no Brasil. Esses estudos são
importantes quando nos referimos à marginalidade intelectual
do nosso país. A força deles está na pesquisa
dos outros modos de comunicação, não somente
dos meios de mídia massiva. E,principalmente, na
interferência da comunicação nos
indivíduos não-letrados, que deixaram de ter aquele
aspecto de matuto e passaram a ser vistos como consumidores e
criadores de informação.
De que maneira a Rede Folkcom interage
com os estudantes de comunicação?
Através do portal, da rede de
afiliados, das conferências e dos trabalhos enviados.
Aliás, vários estudos vêm sendo realizados na
disciplina de folkcomunicação, com base nas culturas
populares, nas expressões, nos saberes do povo. E é
muito importante que aconteça a disseminação
dessa teoria, que novos estudantes abracem a causa e desenvolvam
pesquisas sobre a cultura popular, resgatando o pensamento de Luiz
Beltrão.
O que representa, para a Rede Folkcom,
o fato da conferência de 2009 ser realizada em
Taubaté?
Taubaté é berço da
cultura caipira, apoiada nas obras de Monteiro Lobato, como o
jeca-tatu e Mazzaropi que foi eternizado com a imagem do caipira.
Também o fato de Taubaté estar no Vale do
Paraíba, uma região desenvolvida e estrategicamente
posicionada, facilitando o deslocamento dos participantes. E pela
instituição (Universidade de Taubaté), ser
parceira efetiva da Rede Folkcom com vários trabalhos e
estar participando ativamente da disseminação da
disciplina de Folkcomunicação, com vários
trabalhos envolvidos, como o das Figureiras de Taubaté,
entre outros.
Quanto aos Grupos Temáticos?
Quais suas definições?
A Rede tem os GTs
pré-estabelecidos, excepcionalmente, esse ano sofreu uma
reformulação, para se adaptar, realmente,ao
conteúdo que será levantado nessa conferência.
O GT 1 trata das bases da Folkcomunicação, o
essencial. O GT 2 aborda os temas e fluxos da publicidade,
jornalismo em folkcomunicação. O GT 3 é mais
amplo, vai tratar da política, turismo e religião e
como eles se “apropriam” das características
populares para se desenvolverem. O GT 4 é o tema desta
conferência, aborda a cultura caipira, os saberes populares e
sua relação com a comunicação.
E o qual é a expectativa para a
Conferência?
Há uma grande
expectativa em torno dos trabalhos que serão apresentados,
as discussões correntes destes e os resultados esperados
para esse encontro. A Universidade de Taubaté é
parceira da Rede Folkcom e com toda certeza será palco de um
grandioso evento, proporcionando o desenvolvimento de pesquisa e
incentivo ao estudo na área de
folkcomunicação. |