
O início da
XI Conferência Brasileira de
Folkcomunicação (Folkcom) abriu seus trabalhos na manhã desta
terça-feira (2), com explicação da importância da cultura popular para
os estudos da comunicação. A atividade acontece hoje e amanhã,
distribuída em 4 sessões, com a primeira hoje das 9 às 12h. A segunda
vai retomar o ciclo de palestras nesta tarde das 14 às 17h. O Folkcom é
realizado no auditório da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM) da
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
A abertura
foi feita pela coordenadora local do Folkcom, Profª. Drª. Maria Érica
de Oliveira Lima (UFRN), e contou também com a presença dos professores
Mário Valença (Diretor do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes -
CCHLA - da UFRN), a Profª. Drª. Betânia Maciel (Presidente da Rede
Folkcom – UFRPE), Profª. e pesquisadora Maria Cristina Gobbi
(UMESP/UNESP – Bauru) e Daliana Cascudo (neta do folclorista Luís da
Câmara Cascudo e representante do Memorial Câmara Cascudo). Além da
participação especial do Dr. Roberto Benjamin, presidente da Comissão
Nacional de Folclore da Universidade Federal Rural de Pernambuco –
UFRPE.
A Profª. Drª. Betânia Maciel, coordenadora nacional do
evento, falou da
Rede Folkcom (Rede de Estudos e Pesquisas em
Folkcomunicação), oficializada desde 1998 como uma organização
não-governamental para o desenvolvimento de atividades ligadas à
folkcomunicação. A organização está registrada seguindo os critérios
legais para sociedades civis sem fins lucrativos, e é administrada por
uma diretoria executiva, além de conselho administrativo e conselho
fiscal.
Um dos principais objetivos da rede Folkcom é, segundo a
Profª. Drª. Betânia Maciel, “compreender o contexto da folkcomunicação
a partir da localização: do homem, da festa, da culinária, do
artesanato, da música, da religião, da arquitetura e do trabalho”.
Palavras de Luiz Beltrão – pesquisador pioneiro nas ciências da
comunicação, citadas pela professora.
Analisando a relação entre
a comunicação popular e o processo comunicacional brasileiro o Prof.
Roberto Benjamin acredita que “a comunicação se dá quando os indivíduos
participam da mesma cultura. À medida que isso não acontece, a
comunicação é falha. É essencial que o comunicador esteja preparado
para conhecer as comunidades populares que serão suas receptoras”. Em
seguida anunciou os ganhadores do I Prêmio Câmara Cascudo de
folkcomunicação nas categorias: documentário, reportagem e artigo
científico.