Folkcomunicação é destaque em evento sobre história da mídia

historia da midiaPesquisadores da Rede de Pesquisa e Estudo em Folkcomunicação – Rede Folkcom , foram destaque no VII Encontro Nacional da História da Mídia, realizado no mês de agosto de 2009 na Universidade de Fortaleza (Unifor). O evento trouxe debates sobre cultura brasileira, internet e mídias móveis, dentro da temática geral do evento: Mídia Alternativa e Alternativas Midiáticas – Tradições e Fronteiras. Neste contexto, a Folkcomunicação foi discutida como proposta de interação entre a mídia massiva e as culturas populares. Siga lendo a notícias para mais detalhes sobre a participação da Rede Folkcom.

Na quarta-feira, dia 19, a palestra reuniu professores das universidades federais da Bahia, de Pernambuco e do Ceará, em discussão voltada para a evolução da mídia e a importância da mobilidade, mostrando um pouco do realidade atual, onde a tecnologia e a internet já são instrumentos de extrema necessidade para a sociedade.

Para o jornalista e professor do curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará (UFC), Ricardo Jorge de Lucena Júnior, a tecnologia divide a sociedade em experts e analfabetos. Conforme apresentou, estudo realizado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) revela que atualmente no Brasil 163 milhões de pessoas possuem televisão e 160 milhões têm um celular, enquanto apenas dois terços deles podem usufruir de saneamento básico. “De algum modo, a internet parece restringir o usuário fisicamente, a comunicação móvel permite que se rompa com essa barreira”.

O professor André Luiz Lemos, em sua fala, ressaltou a dependência da sociedade, hoje, em relação aos aparelhos tecnológicos. “O mundo agora é codificado, o homem vive em função do aparelho e o aparelho em função do homem.

Ele ressaltou o valor da mobilidade no mundo atual e relaciona com o aumento da velocidade das informações “A mobilidade pode substituir várias atividades, como a necessidade de sair de casa para ir trabalhar, pois a comodidade da internet web garante essa como didade”, afirmou. E concluiu dizendo que hoje mais do que nunca vivemos em uma  sociedade que não é unitária e que é preciso pensar em uma sociologia móvel.

O debate se estendeu também para o assunto “Cultura popular e a mídia na comunidade rural”, apresentado pela professora Betânia Maciel, da Universidade Federal Rural de Pernambuco. A professora questionou se a mídia de fato conhece a cultura popular brasileira ou se ele só utiliza para transformá-la em espetáculo.

“A cultura tem se adequado para agradar os gostos da população. Que tipo de linguagem chega às comunidades rurais?”. Ela levantou também a questão de que a modernidade tem trazido interferência para as manifestações culturais.

Já no último dia do VII Encontro Nacional da História da Mídia, que se iniciou na última-quarta-feira na Universidade de Fortaleza (Unifor), contou com a presença de especialistas em cultura popular brasileira. O  debate envolveu o uso da mídia virtual, televisão e do radio, como influência direta na sociedade, dentro da temática geral do evento: Mídia Alternativa e alternativas midiáticas- Tradições e Fronteiras.

A professora Maria Érica de Oliveira Lima, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), iniciou a palestra falando sobre folcomunicação. Ela relacionou a presença da cultura popular nos sites de relacionamento, utilizando como exemplo a comunidade virtual: Cultura popular brasileira.

Na opinião da professora universitária, esse tipo de comunidade não aprofunda as discussões sobre o t ema, sendo apenas mais um status social. Maria Érica ressalta, também, que a comunidade possui 58 mi integrantes. O problema, afirma, é que muitas vezes não compreendem o significado da cultura popular.

Na ocasião, a professora Márcia Vidal Nunes, da Universidade Federal do Ceará (UFC), levantou questionamentos sobre a presença da cultura popular em processos eleitorais. Para Márcia Vidal, políticos utilizam personagens populares como objetos de suas campanhas.

Ela relacionou o rádio como um meio de comunicação popular utilizado por candidatos a cargos eletivos no Executivo e Legislativo para influenciar no sentimento e pensamento social. “A participação popular nas campanhas eleitorais são instrumentalizadas; não são espontâneas; as falas são ensaiadas e direcionadas”, observa.

Papel da cultura popular

O professor José Clerton de Oliveira Martins, da Universidade de Fortaleza (Unifor), por sua vez, abordou a importância da cultura popular na formação de uma sociedade. Ele levantou questionamentos sobre a posição atual da cultura popular brasileira, garantindo que ela não está morta.

Durante o debate, ele exibiu fotos, cartazes e músicas de diversas manifestações populares no Brasil. Dentre elas, o bumba- meu-boi de São Luís no Maranhão, apresentações de frevo em Recife, a festa do pau da bandeira na cidade de Barbalha, no Ceará, entre outras.

“A tradição cultural é constante. Independe do tempo, o folclore é a alma do povo”, ressalta Clerton de Oliveira. na sua fala, o professor universitário criticou a mídia e afirmou que ela transforma a cultura.

A respeito do VII Encontro Nacional da História da Mídia, a professora da Unifor, Valquiria Kneipp, umas das coordenadoras do evento,
classifica como um grande avanço para Fortaleza e para a universida de “Conseguimos trazer pesquisadores nacionais e internacionais. As pessoas das regiões Sul e Sudeste se encantaram com a presença intensa da cultura popular no Ceará”, relata. A professora acrescenta que, o encontro conseguiu mostrar para o mundo inteiro o alto nível cultural e educacional do Ceará.

Mais informações

VII Encontro Nacional de História da Mídia – De 19 a 21 de
agosto, na Unifor

http://www.historiadamidia.com

http://www.unifor.br

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