Folkcom 2015: Roberto Corrêa dialoga sobre saberes da viola caipira e da viola de cocho

Foto: Ricardo Labastier

Foto: Ricardo Labastier

A XVII Conferência Brasileira de Folkcomunicação, a ser realizada de 10 a 12 de junho de 2015 na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), terá como conferencista o violeiro e pesquisador Roberto Corrêa. Ele fará a conferência de encerramento do evento, intitulada “Viola Caipira, Viola de Cocho: Saberes Outros na Cultura Popular Brasileira”.

Roberto Corrêa tem feito da cultura musical do Brasil seu objeto de pesquisa. Instrumentista e compositor, tendo realizado performances com a viola em todo o mundo, Corrêa é doutor em Musicologia pela Universidade de São Paulo e é um dos responsáveis por introduzir a viola caipira e a viola de cocho nos circuitos acadêmicos do Brasil.

O professor percorreu o país por mais de três décadas estudando a viola caipira e a forma como é tocada em diferentes espaços. Entre a academia e o homem do campo, buscou desenvolver novos métodos para expandir a versátil sonoridade do instrumento, tanto no ambiente popular como no erudito. Suas obras foram pioneiras na investigação da história e do imaginário cultural construído pela viola entre as manifestações musicais do Brasil central.

Em 1982, Corrêa conheceu a viola de cocho, largamente usado em manifestações da cultura popular mato-grossense e hoje patrimônio imaterial brasileiro. São de sua autoria o disco “Cururu e outras danças” e o livro “Viola de Cocho”, ambos resultados de uma pesquisa do Instituto Nacional do Folclore.

Os estudos de Roberto Corrêa apontam que a chamada música caipira, ainda marginalizada, tem encontrado outros caminhos de inserção no país, reinventando a tradição depurada da experiência do homem interiorano em sua relação com a natureza e a sociedade.

Na conferência em Cuiabá, o estudioso terá a sua fala mediada pela presidente da Rede Folkcom, Maria Érica de Oliveira Lima, professora e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Mídia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

por Andreza Pereira/Assessoria Folkcom 2015 

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