Exposição artística e mostra fotográfica na FOLKCOM 2015

Foto: Iuri Gomes

Foto: Iuri Gomes.

Como parte da programação cultural da XVII Conferência Brasileira de Folkcomunicação, evento que acontece entre os dias 10 e 12 de junho na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Cuiabá, poderão ser conferidas no Museu de Arte e Cultura Popular da instituição (MACP-UFMT) a exposição “O que é que a cidade tem?” e a mostra fotográfica “Cidades Folkcomunicacionais”.

Sob curadoria do professor doutor José Serafim Bertoloto, docente que integra o Programa de Pós-graduação em Estudos de Cultura Contemporânea (ECCO-UFMT), a exposição passeia entre o tradicional e o contemporâneo, reunindo obras de 20 artistas.

Do intrigante “Tuiuiú Nazista” de Gervane de Paula, ao quadro “São Benedito”, uma pintura de bonitos traços de Regina Penna, é possível perceber o caráter plural da exposição.

As obras dispostas no amplo espaço não se limitam, definitivamente, a mostrar o lado mais suave e conhecido da cultura mato-grossense. A crítica ao desmatamento exagerado está, por exemplo, no reflexivo quadro “Devastação da Amazônia”, de Humberto Espíndola. Representações da desigualdade social existente no Estado também são lembradas nas pinceladas de Adir Sodré.

As belezas de Mato Grosso e da cultura cuiabana são, por outro lado, muito bem realçadas. O enorme painel realístico de Miguel Penha, que em seus traços representa uma trilha do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães com extrema riqueza de detalhes, salta aos olhos, tamanha expressividade. Marcela Velasco, em seu quadro, “Interior Cuiabano”, transmite uma boa noção sobre o interior dos imóveis locais, revelando, assim, todo o estilo de uma época.

As obras e artistas apresentados não seguem roteiro, apenas dançam entre o ontem e o hoje, entre a vanguarda e a nova geração artística, entre linguagens, entre materiais, entre suportes, cores, movimentos e texturas.

“O que é que Cuiabá tem?” mostra de forma propositiva uma efervescência de cultura que abriga, acolhe e aceita ser dinamizada por diversas influências que podem ser traduzidas pela imagética dos artistas, nativos ou que escolheram aqui viver.

Por toda a diversidade e diferentes pontos de vistas, a exposição consegue transmitir ao espectador, incluindo aquele que nunca antes havia pisado em solo mato-grossense, uma boa ideia da pluralidade cultural que se manifesta por todo o Estado.

Mostra Fotográfica

Em um espaço anexo à exposição estará aberta ao público a mostra fotográfica “Cidades Folkcomunicacionais e Territórios Decoloniais: O folclore no espaço urbano brasileiro e latinoamericano”. A proposta da mostra é perceber a dinâmica do folclore e das culturas populares no espaço urbano, nos modos como se enredam, resistem ou se afirmam, em meio a distintas experiências de modernização.

por Helson de França – Assessoria Folkcom

 

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