Dissertação em Comunicação da UFPE estuda a construção da Capital do Forró

caruaru capital do forróForró, festa e tradição. Não apenas isso. Ritmo eletrônico, muitas luzes, câmeras e “peso televisivo”. Assim é a Capital do Forró, codinome da cidade de Caruaru em Pernambuco, distante cerca de 130 KM do Recife. O município com quase 300 mil habitantes, o maior do interior pernambucano, transformou-se em objeto para a dissertação de mestrado em comunicação do professor e jornalista Pedro Paulo Procópio. O trabalho intitulado Caruaru: a construção midiática da marca Capital do Forró, desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco e orientado pelo Prof. Dr. Alfredo Vizeu, foi aprovado com louvor no último dia 20 de dezembro. Da banca examinadora fez parte, a presidente da Rede Folkcom Professora Betania Maciel.

O pesquisador analisou centenas de matérias de telejornais e programas de variedades da Rede Globo, Rede Globo Nordeste e da afiliada da Globo em Caruaru, a TV Asa Branca, de 1983 até 2007. O seu objetivo: perceber como a Capital do Forró transformou-se em uma marca para a cidade, que dos anos oitenta até hoje foi modificando a essência dos seus festejos juninos para continuar atraindo as câmeras de TV. O forró, as fogueiras e a tradição das primeiras matérias foi dividindo espaço com as luzes, a batida eletrônica, pasme o trio elétrico, a multidão. A lógica política e do capital pegou carona no reconhecimento da mídia nacional, a fim de obter maior prestígio e lucratividade. O São João caruaruense que há cerca de trinta anos reunia compadres e comadres nas portas de suas casas junto às milhares de fogueiras espalhadas pela cidade, hoje atrai em torno de 1,5 milhão de visitantes a cada ano. Ah, entre esses visitantes, muitas câmeras e visibilidade que a gente vê, especialmente, na tela da Globo.

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