De Cuiabá à Valdívia

logo folkcom 2015Iniciado em 1965, na cidade do Recife, o processo institucionalizador da disciplina de Folkcomunicação somente deslanchou  em 1998, quando surgiram  demandas da geração pós-beltraniana. Sequiosa de conhecimento e ávida de participação, a nossa vanguarda  decidiu criar uma Rede Nacional de centros de pesquisa. Esse organismo vem promovendo congressos periódicos com a finalidade de avaliar as conquistas e potencializar os resultados.

Neste  ano de 2015, reúne-se o XVIII Congresso das entidades e pessoas que estudam, estocam e  espalham o saber folkcomunicacional.

O evento terá como anfitrião o Professor Yuji Gushiken e sede o Curso de Comunicação Social no campus da Universidade Federal de Mato Grosso na cidade de Cuiabá, completando o périplo pelo território nacional. Norte e sul, nordeste de sudeste já se encontram cobertos pela  Rede Folkcom, justificando-se plenamente a escolha de Cuiabá para sediar o evento deste ano.

Consolidada dentro do nosso país, a disciplina começa a se expandir pelos espaços vizinhos na geopolítica (Cone Sul das Américas) e geocultura (Península Ibérica).

Decorridos 50 anos da gênese acadêmica da Folkcomunicação, torna-se evidente a demanda pela formação de uma comunidade acadêmica internacional nessa área cognitiva.

Os sinais que confirmam essa tendência vinham sendo captados e avaliados desde o lançamento da Revista Internacional de Folkcomunicação e da criação de GTs de Folkcomunicação nas entidades que congregam cientistas da comunicação na América Latina, no espaço galego-português  e ultimamente no âmbito ibero-americano.

Por isso, a Rede Folkcom organizou três encontros para debater a ideia. O primeiro se realizou no ano passado em Portugal  – Fórum da Maia – e o segundo no Brasil em 2015.

 A adesão de uma centena de participantes ao Fórum de Pinheiros (São Paulo) confirmou essa aspiração cognitiva, avançando significantemente a equação das demandas, embora persistam questões que justificam o próximo Fórum, no Chile.

A meta ambiciosa do Fórum Valdívia 2016 é dar resposta a  perguntas dessa natureza: Como se configurou a disciplina? Em que consiste o seu objeto? O que se pesquisa na área? Com que métodos?  Por que o conhecimento acumulado vem se transformando em programas de ensino? Quando começou a articulação da comunidade acadêmica? Para onde vai o campo de estudos? O que resulta da intermediação entre erudito, massivo e popular?

O congresso nacional de Cuiabá começara a enunciar as respostas da comunidade acadêmica brasileira.

José Marques de Melo

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