Coletivo debate pensamento decolonial em livro

desafioscolonialesPensar coletivamente é um ato decolonial. A partir dessa premissa estrutura-se o livro “Los desafios decoloniales de nuestros días: Pensar en colectivo”. O trabalho, organizado por María Eugenia Borsani* e Pablo Quintero, foi lançado em 2014 pela Editorial da Universidad Nacional del Comahue (Educo), na Argentina.

O livro reúne conferências proferidas durante o III Encontro Ceapedi-Comahue e Encontro Internacional do Coletivo Modernidade/Colonialidade, realizado na Patagônia em 2012. Walter Mignolo, Catherine Walsh, Edgardo Lander, Zulma Palermo, Adolfo Albán Achinte e Rolando Vázquez Melken fazem as suas intervenções abordando a decolonialidade no presente sob diferentes aspectos.

Os organizadores pontuam que o encontro se propôs a pensar o próprio pensamento, agindo para a decolonização das ciências humanas e sociais, denunciando sua letargia e afastamento do mundo e do presente. A desobediência a limites disciplinares incidiu sobre o projeto do evento, buscando dessacralizar, inclusive, a ideia mesma de conhecimento científico.

Participaram do encontro coletivos e movimentos sociais da Argentina, Chile, México e Brasil, cujas ações de resistência podem ser lidas em chave decolonial e fazer refletir sobre as tramas de poder na América Latina.

Privilegiar a construção coletiva do conhecimento foi a tônica da atividade, não havendo convocatória de trabalhos individuais. Foi possível “um pensar em coletivo, sendo esse o desafio decolonial por excelência, de nossos dias”, escrevem os organizadores.

O livro está disponível em formato e-book com o objetivo de facilitar a circulação de seu conteúdo. É possível acessá-lo pelo seguinte link.

* María Eugenia Borsani fez a conferência de abertura da Folkcom 2015 (Cuiabá-MT). É professora da Universidad Nacional del Comahue (UNCo), na Argentina, e atua como diretora do Centro de Estudos em Atualização em Pensamento Político, Decolonialidade e Interculturalidade (Ceapedi).

do Blog da Folkcom 2015

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