Cerimônia de abertura da XVIII Folkcom inaugura debates

Foto: Itamar Nobre.

Foi declarada, na tarde de hoje, aberta a XVIII Conferência Brasileira de Folkcomunicação, em Recife. A cerimônia de abertura, além de apresentar a programação, serviu para a discussão do tema deste ano: Folkcomunicação, cidadania e inclusão social no contexto das rurbanidades. A professora Maria Madalena Guerra, pró-reitora de pesquisa e graduação, agradeceu a presença de todos e enfatizou a importância de trabalhar a tolerância e inclusão social atendendo às questões de rurbanizaçao. Já a professora Irenilda Lima, ressaltou a necessidade destas discussões dentro das universidades, afirmando que a teoria da Folkcomunicação se torna bastante pertinente nos dias de hoje, pois através dela, se obtém ferramentas de interpretação das realidades, ultrapassando áreas como desenvolvimento, educação e política. Segundo Irenilda, é fundamental  para as sociedades democráticas pensar nas comunidades que estão excluídas.

Nesse contexto, a professora e psicóloga social Regina de Andrade, afirma que a intolerância é um comportamento complexo e, por isso, não se resolve facilmente, uma vez que é oriunda de complexidades mais profundas dentro da personalidade da pessoa, envolvendo também, relacionamentos interpessoais, coletivos e sociais. Com um olhar mais otimista, a professora percebeu o processo e o conceito de inclusão como uma vantagem da pós modernidade, pois, segundo ela, nunca se discutiu tanto sobre esse assunto.

A professora Suely Maux da UFPB relacionou o processo de inclusão também ao papel do Estado. Para a professora, a exclusão está ligada com a privação de direitos. Desse modo, toda vez que um país não garante, por lei, critérios que possibilitem a inclusão, há uma espécie de descriminação. Outro ponto levantado diz respeito às seguridade. Por meio dela, é possível garantir condições  de vida que não são opcionais. Nesses casos, fazem parte a discriminação de deficientes físicos, questões de gênero e sexualidade,  e relacionados a fatores econômicos. Para Regina de Andrade, professora da UFRJ, a consciência de que “existem iguais nas diferenças” deve motivar a união das sociedade civil. Nesse sentido, a Folkcom colabora para esse processo com seus debates e vivências. No que se refere à inclusão dentro do jornalismo, é necessário um olhar sobre o cotidiano de pessoas excluídas e ouvir suas histórias de vida com as quais fazem parte do nosso dia a dia como os artistas de ruas, garis, porteiros, caminhoneiros. “A inclusão é uma conquista diária. É a luta pelo reconhecimento. Também é uma instituição de leis que assegure a dignidade humana, a vida única e o herói que cada ser humano porta para transformar a sua vida.”

O professor Severino Lucena encerrou as discussões fazendo questão de mencionar a “inclusão afetiva” e homenageou alguns alunos e professores do POSMEX – Programa de Pós-Graduação em Extensão Rural e Desenvolvimento Local.

Fonte: Alyrson Aguilar | Agência Fotec.

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