Comunicação dos marginalizados em tempos de crise política é tema da II Jornada de Folkcomunicação

A teoria da Folkcomunicação, criada pelo pernambucano Luiz Beltrão, perscruta as formas de uso da cultura popular como comunicação dos marginalizados. Essa comunicação, muitas vezes apropriada e ressignificada pelos mass media, se afirma como instrumento de poder de minorias sociais e culturais, especialmente em cenários de crise política. Os indivíduos à margem da sociedade, ausentes de espaços de afirmação nos meios de comunicação de massa, criam e recriam formas de comunicação, formulando estratégias novas para realçar suas vozes. Tais questões foram tratadas no dia 23 de novembro, na II Jornada de Folkcomunicação, que contou com renomados pesquisadores e professores da área. 

Parte da equipe de organização da Jornada e convidados.

As três mesas debatedoras abordaram temas como cultura underground, charges de rua, folk-ativismo e cidadania,  videoativismo, artivismo, protestos como forma de participação, entre outros. Na oportunidade, Guilherme Fernandes (UFRJ) realçou a importância do protagonismo homoafetivo em telenovelas, trazendo cenas e relatos da pesquisa que realizou junto à Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Luiz Custódio (UEPB/UFPB), por sua vez, trouxe discurso incisivo sobre a necessidade dos protestos como forma de participação dos excluídos e marginalizados no cenário de crise política e econômica no Brasil atual. Também tiveram destaque as falas de Osvaldo Trigueiro (UFPB),  sobre o ativista midiático nas redes folkcomunicacionais em tempos de crise política; e de Severino Lucena Filho, sobre as estratégias das pequenas empresas informais em período de crise no contexto do folkmarketing.

O encontro foi organizado pela Rede Folkcom e Coordenação do Curso de Relações Públicas da UFPB, com inscrição gratuita e aberto ao público. Outras informações podem ser conferidas na entrevista cedida por Júnia Martins ao Espaço Experimental.

Comentários

  1. Júnia Martins diz

    Olá, Genival!
    Que bom gostou, ficamos felizes!
    Acompanhe outros artigos publicados também em nossos Grupos de Trabalho nos Congressos da Intercom e nas Conferências de Folkcomunicação.
    Um abraço.

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